14/07/2011

Mosteiro de São Bento - Rio de Janeiro


     O conjunto formado pelo Mosteiro de São Bento e a pela Igreja de Nossa Senhora de Montserrat, é o mais autêntico representante no Rio de Janeiro do século XVII. Foi construída pela Ordem dos Beneditinos, a mais antiga da cidade, que chegou ao Rio em 1589 e se instalou provisoriamente na Ermida de Nossa Senhora do Ó, na atual Praça XV, mas mudou-se logo para o terreno doado pelo cidadão Manuel de Brito, companheiro de Estácio de Sá, no outeiro que hoje é o Morro de São Bento, onde já havia uma Ermida de Nossa Senhora da Conceição, construída pelo proprietário do Outeiro. Seus fundadores foram freis João Porcalho e Pedro Ferraz, que vieram de Salvador.
     
    Em 1596, no Capítulo Geral da Congregação, o Mosteiro foi elevado á categoria de Abadia. Em 1617, Francisco Frias de Mesquita, engenheiro-mor do Brasil, autor de inúmeros fortes ao longo da costa brasileira, foi encarregado de fazer os planos de uma nova Igreja, que foi inaugurada em 1641.
As obras do Mosteiro definitivo foram iniciadas em 1652, a obra foi morosa e só foi terminada em 1742.                                                                                                                                                                                           
     
     O interior da igreja é riquíssimo, totalmente forrado com talha dourada que vai do estilo barroco de fins do século XVII ao rococó da segunda metade do século XVIII. O primeiro escultor ativo na igreja foi o monge português Frei Domingos da Conceição (c. 1643 - 1718) que desenhou e esculpiu parte da talha da nave e capela-mor (a da capela foi substituída depois). São suas as magníficas estátuas da nave de São Bento e Santa Escolástica e, no altar-mor da igreja, a Nossa Senhora de Montserrat (titular da igreja), além de outras obras. A partir de 1714 seu projeto foi seguido pelos entalhadores Alexandre Machado Pereira, Simão da Cunha e José da Conceição e Silva, que entalharam a maior parte da talha da nave e várias imagens. Entre 1789 e 1800 trabalhou na igreja um dos grandes escultores do rococó do Rio de Janeiro, Inácio Ferreira Pinto. Mestre Inácio refez a capela-mor (1787 - 1794), preservando, porém detalhes anteriores como as telas sobre a vida de santos beneditinos, as quais haviam sido pintadas entre 1676 e 1684 pelo monge alemão Frei Ricardo do Pilar. A bela capela rococó do Santíssimo Sacramento (1795 - 1800) é também obra de mestre Inácio. Os lampadários junto à capela-mor foram projetados e executados entre 1781 e 1783 por Mestre Valentim. Na sacristia do mosteiro está à obra-prima do pintor Frei Ricardo, uma tela representando o Senhor dos Martírios pintada cerca de 1690.
     
    Dentro da igreja existem ainda sete capelas laterais de irmandade: Capela de Nossa Senhora da Conceição (Concepção), Capela de São Lourenço, Capela de Santa Gertrudes, Capela de São Brás, Capela de São Caetano, Capela de Nossa Senhora do Pilar e Capela de Santo Amaro.
     
    O claustro é de autoria do Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, que trabalhou no Rio de Janeiro no século XVIII e é de acesso restrito. O Mosteiro possui uma Biblioteca e um arquivo que são dos mais importantes da cidade e atualmente encontram-se abertos ao público.
     
     Os beneditinos foram grandes possuidores de terras no Rio de Janeiro. No final do século XVII, doaram ao Governo as terras e os imóveis localizados no sopé da Ladeira de São Bento para ali se instalar o Arsenal de Marinha.

Conhecendo o Mosteiro de São Bento - Rio de Janeiro




                                                                                                                                        


                                                                                

























































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